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27 de julho de 2014

O que esperar do processo eleitoral vindouro? Nada!


por Sylvio Micelli

Muita gente tem me perguntado sobre política, eleições, votos... Para quem sempre está perto disso, já viveu o dia-a-dia eleitoral e até ousou ser candidato uma década atrás, era natural eu ter uma opinião.

Mas... ando tão desiludido com tantas coisas que, sendo muito sincero, a mim pouco importa quem vencerá as eleições de outubro próximo. Já sei que seremos derrotados mais uma vez por um sistema antiquado, corrompido, cheirando à naftalina.

Primeiro porque acho que nada mudará. Os dois cargos mais importantes do país, a presidência do Brasil e o governo de São Paulo, deverão ter seus atuais ocupantes reeleitos. Aliás, digo isso há mais de um ano. Só se acontecer algo muito grave ou fora de propósito para que Dilma Rousseff e Geraldo Alckmin não permaneçam por mais quatro anos no poder. Ou seja, a grande briga será em 2018, quando ambos terão de sair.

Segundo porque acho que nada mudará. E uso da repetição como instrumento de reforço. Nada mudará em termos de conduta, porque há muito tempo nossos políticos e respectivos partidos, salvo as exceções de praxe, tem apenas projetos de poder e não de governo. Querem se eternizar no comando, como acontece com o PSDB em São Paulo, mas nada apresentam de novo. São as mesmas retóricas de sempre, as propostas vazias. Se Alckmin for eleito, o PSDB chegará há 24 anos de poder, quase uma dinastia, isso porque pensamos viver sob a democracia. Se Dilma se reeleger, o PT completará 16 anos à frente do comando do país, algo que só Getúlio Vargas conseguiu por meio de dois golpes de estado.

Ou seja. Busco o novo, que nunca vem. E quando vem é muito fraco numa eleição polarizada que interessa muito aos polos - PT e PSDB - envolvidos e seus partidos-satélites.

Resta esquecer a eleição executiva que, equivocadamente, é considerada a mais importante e focar nas eleições legislativas. Hoje, para rever o Brasil, é imprescindível renovar o Congresso Nacional e as Assembleias Estaduais.

Talvez, com novas mentes no parlamento brasileiro, saiam as reformas tão propaladas, mas que não interessa a ninguém fazê-las numa política de escambo e escárnio.

Dentro do sistema atual, viciado e corrompido, é tudo mais do mesmo.


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Os textos são de autoria do Jornalista Sylvio Micelli. Publicação autorizada com a citação da fonte. Tecnologia do Blogger.

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