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18 de junho de 2014

Acabou a 1ª rodada da Copa do Mundo... e o caos não veio

O salto de Van Persie para o gol mais belo da Copa até aqui - Foto: Getty Images
por Sylvio Micelli

Apesar da "invasão" do jogo entre Brasil e México realizado ontem (17), já pela 2ª rodada da Copa do Mundo do Brasil 2014, a primeira rodada encerrou-se ontem à noite com a realização da última partida do grupo H, ou seja, todas as equipes já entraram em campo.

Como alguns amigos perguntam-me sobre isso ou aquilo, em relação aos resultados, jogadores etc, vamos a um resumão do Micelli para o primeiro quarto do Mundial e seus 16 jogos.

Gols marcados: 49. Média de 3,06 por jogo. Altíssima. Desde 1958 não se via média de gols assim tão alta.

Artilheiro: Thomas Müller (Alemanha), com 3 gols. Detalhe: muito se falou sobre o outro alemão, Miroslav Klose, que se marcar um gol, iguala-se a Ronaldo Fenômeno, como o maior artilheiro no somatório de todas as copas. Claro que não é fácil, mas se Müller igualar-se a outro Müller histórico da Alemanha (Gerd), que fez 10 gols numa única Copa, em 1970, poderá também empatar com Ronaldo.

Vira-virou: aconteceram nada menos que seis viradas na primeira rodada. Brasil, Holanda, Costa do Marfim, Costa Rica, Suíça e Bélgica venceram os seus confrontos após tomarem o primeiro gol.

Nem daqui, nem de lá: só dois empates em jogos tecnicamente ruins. Houve um 0 a 0 entre Irã e Nigéria e um 1 a 1 entre Rússia e Coreia do Sul.

Melhor equipe: Alemanha. Demorou 30 minutos para trucidar Portugal.

Pior equipe: Espanha. Tomou de 5 da Holanda de virada. E foi pouco.

Surpresa: Costa Rica. Time centro-americano bateu o bicampeão Uruguai com qualidade.

Decepção: Portugal. Ok. Jogar com a Alemanha não é fácil. Compreensível. Mas deu pena. E Cristiano Ronaldo, para a alegria de seus críticos fez, rigorosamente, nada.

Melhor Goleiro: Navas (Costa Rica). Defendeu lance capital contra o Uruguai, num chute de Forlán, quando sua equipe ainda perdia o jogo.

Melhor jogador: Robben (Holanda). Te cuida Usain Bolt. Robben corre, chuta, marca e o mentor neerlandês.

Destaque: Campbell (Costa Rica). Jovialidade, categoria e futebol. E a Costa Rica, quem diria, é líder no grupo da morte.

Melhor jogo: Inglaterra 1 X 2 Itália. Clássico com jeito de clássico, com pedigree de clássico. O grande jogo da primeira rodada.

Pior jogo: Irã 0 X 0 Nigéria. O resultado da partida é a nota do jogo.

Golaço: Van Persie (Holanda). Depois do "peixinho", ele inventou o "golfinho". Habilidade para poucos e noção exata de espaço diante de um dos maiores goleiros do mundo.

Frangaço: Akinfeev (Rússia) em gol de Lee (Coreia do Sul). Vergonha alheia.

No comecinho: Dempsey para os Estados Unidos marcou o gol aos 28 segundos contra Gana. Os norte-americanos acordaram ligadíssimos.

No finalzinho: Seferovic para a Suíça marcou o gol aos 48 minutos do segundo tempo contra o Equador. Uma grande jogada e o gol da virada no final, o lance mais emocionante da Copa.

O sortudo: Karin Benzema da França contou com a tecnologia para validar o gol de seu país, ainda que tenha sido creditado como gol contra de Valladares (Honduras).

O azarado: Marcelo (Brasil). Estreia em Copa do Mundo, em casa, e com gol contra, não é o melhor dos mundos. Pior que ele foi traído na corrida da jogada de Olic no primeiro gol da Croácia.

A torcida: recorde de público até aqui, o Maracanã ficou albiceleste, afinal a Argentina estava em campo. Claro que os hermanos transformaram o histórico estádio, numa gigantesca La Bombonera. Sim. Eles cantam sem parar. Há ótimas torcidas, mas nenhuma igual a eles. Menção honrosa para a Colômbia, cujos torcedores foram bastante participativos.

A emoção: quem conhece a história sabe o quanto a Bósnia-Herzegovina lutou para estrear numa Copa do Mundo. E ela estreou no principal palco do futebol mundial para acalantar a alma dos milhares de mortos de Sarajevo. E encarou de igual para igual uma bicampeã do mundo.

Melhor técnico: Jürgen Klinsmann (EUA). Colocou a cirurgia alemã a disposição dos americanos. Será interessante ele encarar o seu país de nascença.

Pior técnico: Marc Wilmots (Bélgica). Tentou reinventar a roda e quase se atrapalha num jogo fácil. Demonstrou ou ser "professor Pardal" ao extremo ou não ter conhecimento de seu time, que é excelente e candidatíssimo a figurar entre os oito melhores, se não for mais longe.


E o caos??

Estou ficando assim esperando
pelo caos que não veio! - Reprodução
Enquanto isso estou esperando pelo caos aéreo, que ainda não veio. E pela copa "horrorosa", que faríamos segundo alguns, o que não aconteceu. Feio até aqui, apenas as vaias e xingamentos a uma chefe de estado, o que comprova o quanto estamos atrasados em termos de Educação. Aliás, convém lembrar do ensinamento dos japoneses ao final do jogo contra a Costa do Marfim, que recolheram todo o seu lixo do estádio.

Enquanto isso (perdão pela repetição que serve como reforço), expomos nosso lixo em público. E pior... tratamos a eleição como um lixo. Estamos, enfim, na idade da pedra lascada, mas como somos um país em desenvolvimento, no próximo século estaremos na era da pedra polida.

Deixemos, enfim, a caravana passar enquanto os cães ladram. E boa Copa para aqueles que acreditam no Brasil geopolítico e não apenas na pátria de chuteiras.



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Os textos são de autoria do Jornalista Sylvio Micelli. Publicação autorizada com a citação da fonte. Tecnologia do Blogger.

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