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11 de maio de 2014

Rivellino para sempre! #Corinthians #ArenaCorinthians

Foto: Rodrigo Coca - Agência Corinthians
por Sylvio Micelli

Os adversários do Corinthians sempre ironizam que Roberto Rivellino não venceu campeonatos de importância, em sua importante passagem pelo clube durante 9 anos, entre 1965 e 1974.

Bom. Primeiro que é uma meia verdade. Rivellino foi titular da seleção brasileira tricampeã de 1970 e estava lá por sua competência demonstrada no clube de Parque São Jorge, reconheço, em época de vacas magras. Em época, também, que os campeonatos nacionais só tinham a presença dos clubes campeões estaduais. Tanto que depois deram um jeitinho brasileiro para unificar coisas desiguais e garantir títulos por fac-símile... Grandes times e grandes torcidas foram privados de competir, dando lugar a clubes de menor expressão que, com um campeonato mais fraco, arvoram-se em ser maiores do que efetivamente são.

Desta forma, o futebol brasileiro foi privado de ver Riva mais vezes em campo, de cabelo, barba, bigode e patada... atômica. Bem como outros jogadores poderiam ter tido mais oportunidades.


Riva fez 474 jogos vestindo o manto sagrado e anotou 144 gols

Rivellino, de origem palmeirense, jamais escondeu seu corinthianismo, mesmo que depois viesse a atuar em outros clubes, principalmente o Fluminense. Em 1996, eu o entrevistei para um trabalho de faculdade e ele me confidenciou. "Você não sabe como eu estava naquele jogo da Invasão", quando o questionei sobre o antológico jogo entre Corinthians e Fluminense de 1976, quando a Fiel Torcida "rachou" o Maracanã ao meio com o clube das Laranjeiras. Ao final, o Timão saiu classificado após eliminar os cariocas nos pênaltis.

Na estreia oficial da Arena Corinthians, neste 10 de maio de 2014, Rivellino ficou eternizado na história corinthiana, do alto de seus 68 anos. É seu o primeiro gol do novo estádio, numa cobrança de pênalti como tantas ele fez, com a mesma esquerda de sempre. Na falta de títulos em sua passagem pelo clube, este título ninguém mais terá. Este é só dele. Merecido. Histórico. E comemorado como uma reverência a um dos maiores meias que o mundo já viu.

Para sempre, Rivellino.

Eu e Roberto Rivellino, em sua escola de futebol na cidade de São Paulo. Foto de junho de 1996, no último ano da faculdade de Jornalismo

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Os textos são de autoria do Jornalista Sylvio Micelli. Publicação autorizada com a citação da fonte. Tecnologia do Blogger.

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