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27 de abril de 2014

Pacaembu: a nossa casa há mais de sete décadas

Reprodução
por Sylvio Micelli

O próximo domingo entrará para a história do futebol brasileiro e, como não poderia deixar de ser, trata-se de mais um capítulo escrito pelo Sport Club Corinthians Paulista. Diante do Flamengo, no clássico das multidões, o Timão realizará seu último jogo no estádio Paulo Machado de Carvalho, antes da inauguração oficial da Arena Corinthians, prevista para daqui três semanas. Antes disso, o Corinthians realizará três partidas fora de casa.

Falar do Pacaembu para o corinthiano equivale a falar de um amigo que estará para sempre guardado em nossos corações. São milhões de histórias que cada um de nós temos para contar sobre aquele pedaço de chão tão nosso na Praça Charles Miller.

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A primeira vez que entrei no Paca foi em 8 de julho de 1979, então com 8 anos. Pelo Campeonato Paulista daquele ano, por sinal vencido pelo Corinthians, o Timão bateu o Marília por 2 a 0, gols de Basílio e Sócrates. Em 5 de março de 2006, no exato dia em que meu filho completou 8 anos e por uma dessas incríveis coincidências que a vida nos reserva, o levei ao Pacaembu pela primeira vez num jogo contra o Marília. Ele teve menos sorte que eu. O Timão empatou em 1 a 1, com Nilmar marcando para nós, no final do primeiro tempo e Bruno Ribeiro empatando já nos acréscimos para os visitantes.

Não sei calcular quantas vezes fui ao estádio. Mas, certamente, foi mais de uma centena de vezes. De domingo, quarta, sábado, quinta, feriado, manhã, tarde, noite e sempre que possível fiz questão de ficar "preso" ao alambrado para gritar com o time.


Você deve querer saber qual o jogo mais importante do Corinthians no Pacaembu, na minha opinião. São vários, inúmeros, há títulos e tudo mais. Mas a classificação para a semifinal da Libertadores em 2012, na vitória contra o Vasco por 1 a 0 foi, disparado, o dia em que quase morri. Só para lembrar, teve a famosa defesa do Cássio no chute do Diego Souza, bolas na trave de ambos os lados, Tite expulso e o gol de Paulinho no final da partida. Ali, meus amigos, eu tinha certeza de que a Libertadores seria nossa. Tinha que ser. Não havia mais o porquê de esperar. Ali os deuses estavam de plantão.

Não poderia deixar de lembrar que nossos últimos três títulos conquistados no Brasil foram no Pacaembu. Refiro-me ao Brasileiro de 2011, quando empatamos com o Palmeiras e conquistamos o pentacampeonato. Foi o dia que o doutor Sócrates, um dos jogadores que desfilou sua magnitude pelo velho Paca, ascendeu aos céus. Tivemos a conquista inédita e invicta da Libertadores de 2012, contra o Boca Juniors e a Recopa Sulamericana contra o São Paulo em 2013.

E também não posso esquecer do antológico show dos Rolling Stones em 1995.

Particularmente, prefiro a localização do Pacaembu em relação ao futuro estádio em Itaquera, ainda que seja mais próximo do metrô. Infelizmente, o povo tradicional do bairro chique, não gostava da "gente diferenciada" que faz parte da nossa torcida e o estádio foi inviabilizado para a realização de shows e outros eventos devido a ações na justiça.

Saudosa e querida Maloca, obrigado! Deixamos o Pacaembu para a casa nova com um velho recorde de público, de 71.280 pessoas, que jamais será batido. O jogo foi Corinthians e São Paulo em maio de 1942.

E são muitas outras histórias de alegria e de tristeza que o Pacaembu deixará reservado na memória da minha retina.

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Os textos são de autoria do Jornalista Sylvio Micelli. Publicação autorizada com a citação da fonte. Tecnologia do Blogger.

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