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19 de dezembro de 2013

Grupo do Brasil na Copa: não tão fácil quanto parece

por Sylvio Micelli

Há duas semanas aconteceu o sorteio para a Copa do Mundo do Brasil, em concorrido evento na Costa do Sauípe. Apesar dos torcedores contrários e dos complexados de vira-lata de plantão (Santo Nelson Rodrigues), o sorteio ocorreu sem problemas.

A mídia, sem desgraças para vender, chegou a chamar o sol de quase verão do litoral pernambucano de "perrengue" que os times internacionais vão sofrer. Acho que se esqueceram dos jogos "ardentes" no Rose Bowl, na Copa Norte-Americana de duas décadas atrás.

Enfim, a Copa vai rolar e é isso que importa.

Claro que antes teve o lamentável episódio de fulcro racial que substituiu Camila Pitanga e Lázaro Ramos pelo casal Fernanda Lima e Rodrigo Hilbert. O racismo existe e há muita hipocrisia sobre o assunto.

Alheia a isso, Fernanda Lima arrasou e vai apresentar a cerimônia do Bola de Ouro da Fifa em 13 de janeiro próximo.


O grupo do Brasil

Em outros textos vou dar meus pitacos sobre os outros grupos da Copa, mas comecemos pelo A, que é o nosso e que foi saudado pela mídia como uma baba e que o Brasil deve se preocupar em pegar Espanha ou Holanda já numa partida de oitavas de final. Não nos esqueçamos do recente episódio entre Raja Casablanca e Atlético Mineiro.

Alto lá... O grupo do Brasil não é tecnicamente difícil, mas não é uma moleza como se quer vender. E nunca devemos esquecer que o salto alto fez com que perdêssemos uma Copa em casa. Vamos perder outra com os mesmos erros?

O fato de Croácia e México terem se classificado na repescagem não significa que sejam times ruins. Portugal e França seguiram o mesmo caminho e ninguém ousaria dizer que os franceses não são forte ou que Cristiano Ronaldo não possa querer aprontar das suas.

O Brasil estreia no dia 12 de junho, na Arena Corinthians, contra a Croácia. Vejamos: estreia, pressão psicológica, torcida paulistana em boa quantidade e que cobra mais que em outras regiões. A Croácia, capitaneada pelo grande atacante Mandžukic, titularíssimo no Bayern de Munique, não deve ser desprezada. Claro que o Brasil pode e deve vencer, mas será uma partida complicada por todos os quesitos emocionais envolvidos.

Viajaremos para Fortaleza e em 17 de junho, o Brasil enfrenta o México, sob o interminável sol cearense. Nossa seleção tem sofrido muito nos últimos jogos contra o time do país dos sombreros. Os mexicanos mesclam jogadores com vasta experiência e a molecada que corre muito na frente. Tem dois ótimos goleiros, Ochoa (Ajaccio-FRA) e Corona (Cruz Azul-MEX); na defesa a experiência de Rodríguez (América-MEX), Salcido (Tigres-MEX) e Reyes (Porto-POR) e no ataque uma dupla que promete infernizar formada pelos jogadores Giovani dos Santos (Villareal-ESP) e Javier Hernández, vulgo Chicharito (Manchester United - ING).

Para finalizar, em 23 de junho, o Brasil voa para a Capital Federal e enfrentará a correria da República dos Camarões. O time é naturalmente forte na marcação, tem um grande craque que é Samuel Eto'o (Chelsea-ING) e um meio-campista diferenciado que é Alexandre Song (Barcelona-ESP).

Então, meus caros e moçoilas chegadas ao esporte bretão, devagar com o andor que o santo é de barro. Antes de pensar em Espanha, Holanda e até o Chile (por que não?) precisamos enfrentar times tecnicamente limitados mas que, além de suas estrelas, prometem muita correria.


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Os textos são de autoria do Jornalista Sylvio Micelli. Publicação autorizada com a citação da fonte. Tecnologia do Blogger.

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