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15 de novembro de 2013

Timão: vitória sobre o Coxa, Libertadores e saída de Tite

por Sylvio Micelli

Textão três em um sobre os últimos dias corinthianos.

1. Vencemos o Coritiba fora de casa. E melhor, jogamos bem grande parte do jogo. Considerando que o time adversário luta para não cair, jogava em casa e tinha um gênio em campo de nome Alex, o resultado magro de 1 a 0, no gol de Guilherme no segundo tempo, até foi pouco pelo que fizemos.

Guilherme, por sinal, foi o melhor em campo, ao lado de Walter, este goleiro maravilhoso que dará muito trabalho a Cássio no seu retorno. O Coxa pouco chegou, mas quando Alex brilhou, Walter ofuscou a estrela paranaense. Destaque também para Rodriguinho, que ao substituir Romarinho, mostrou que tem boa bola e poderá se firmar para 2014.

2. Libertadores 2014? Improvável, mas não impossível. Em quatro jogos o Corinthians ganhou oito pontos, com duas vitórias e dois empates. Eliminou qualquer possibilidade matemática de rebaixamento e, pasmem, subiu de uma chance perto de 0% para quase 1% de classificar-se para a Libertadores 2014. Parece pouco, mas a Matemática é mágica e pode fazer com que cheguemos lá, mesmo já considerando a classificação improvável.

O que o Corinthians deve fazer? Vencer as quatro partidas que restam. Vasco, no retorno ao Pacaembu, com o apoio da Fiel e com o time da Colina desesperadamente lutando contra o rebaixamento; Flamengo no Maracanã, mas com time reserva devido às finais da Copa do Brasil; Internacional no Pacaembu, com a certeza de que se precisar, a Fiel empurrará e que se o Colorado não tiver mais chance de nada, já pode começar a limpa no elenco e o rebaixado Náutico no Recife, não querendo nada e com o elenco em mudança.

É improvável. Mas já foi mais impossível do que está hoje. Para quem já viu o time sair da lanterna para ser campeão, sonhar não custa, apesar do time não merecer.

3. Quem me acompanha sabe que sou contra a saída de Tite, ainda que ele tenha dado motivos para tanto, com um time sem alma e substituições equivocadas ao longo das partidas. Tite transformou-se no técnico mais importante da história do time e queimou minha língua, pois não acreditava no seu retorno ao Corinthians, ainda mais com o fatídico episódio Tolima. Com seu discurso na base da "titebilidade" deu à Fiel um inédito campeonato sulamericano e um bimundial contra o poderoso Chelsea, além de vencer o Brasileirão, o Paulistão e a inédita Recopa Sulamericana.

Escreveu, enfim, seu nome na história do clube.

O grande problema é que a cartolagem não aprende e isso é um problema. Considerando-se o histórico dos clubes nacionais, Tite ficou até tempo demais. Hoje, ficar três anos em qualquer clube, é um tempo demasiadamente grande. Nada próximo a Alex Ferguson, que dirigiu o Manchester United por longos 26 anos, mas em termos de Brasil, Tite chegou ao grau máximo como técnico e superou outros caras famosos que tem vivido muito mais do nome.

Gosto do Mano Menezes, mas o vejo um grau abaixo de Tite. O Timão deveria buscar alguém top de linha, mas não há no mercado. Adoraria ver o Vágner Mancini no Corinthians, mas com o Furacão na Libertadores, é remota a possibilidade de que ele venha.

Enfim, obrigado, Tite. Você está em paz consigo mesmo e merece o sono dos vencedores.


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Os textos são de autoria do Jornalista Sylvio Micelli. Publicação autorizada com a citação da fonte. Tecnologia do Blogger.

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