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19 de novembro de 2013

A bandeira do Brasil esquecida nas aulas de OSPB e de EMC


por Sylvio Micelli 

Hoje, dia 19 de novembro, é o dia da Bandeira do Brasil, um dos nossos quatro símbolos oficiais e, certamente, o de maior identificação com a população brasileira. Seu uso é tão amplo, geral e irrestrito, que fica difícil imaginar que alguém não o conheça. Os outros símbolos do Brasil República, estes sim bem menos conhecidos, são as armas, o hino e o selo nacionais.

A atual versão da bandeira possui suas cores e dimensões estabelecidas pelo decreto-lei número quatro de 19 de novembro de 1889, data em que foi adotada, sofrendo poucas alterações desde então, que vieram apenas com as estrelas que representam os estados brasileiros.

As cores escolhidas, acredito que a maioria saiba: a verde representa nossas matas; a amarela, o ouro; a azul, o mar e a branca, a paz.

A bandeira, de tão importante e imponente que é, tem até um hino cuja letra foi escrita, nada mais, nada menos, por um dos grandes poetas do Brasil, o mestre parnasiano Olavo Bilac.

A inscrição "Ordem e Progresso" é uma abreviação do lema político positivista de Auguste Comte: "O Amor por princípio e a Ordem por base; o Progresso por fim". Isso se deve ao fato de que o professor Raimundo Teixeira Mendes, um dos responsáveis pela bandeira era adepto do positivismo.

A bandeira já teve dias mais gloriosos. No tempo em que estudei (ainda) se hasteava a bandeira e todos os hinos eram entoados. Uma geração inteira disputava (às vezes no tapa), quem teria a honra de hastear a bandeira pátria.

Tudo isso caiu em desgraça. "Refém" das aulas de Organização Social e Política Brasileira (OSPB) e de Educação Moral e Cívica (EMC), duas disciplinas atreladas diretamente ao regime militar, a bandeira foi esquecida junto com a aprovação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) de 1996, que extinguiu as disciplinas referidas.

Até sou favorável à extinção de dois dos mais mórbidos resquícios doutrinadores da ditadura militar, mas não colocaram nada em seu lugar.

Hoje a molecada conhece a bandeira pelo futebol. Hasteá-la? Nem pensar. E o cantar de hinos ficou apenas para pais "chatos" e retrógrados, ainda mais se este pai colocar a mão direita no peito em sinal de respeito.

Mas salve a grande bandeira, símbolo maior de nosso Estado que, segundo Renato Russo, ainda não é Nação.


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Os textos são de autoria do Jornalista Sylvio Micelli. Publicação autorizada com a citação da fonte. Tecnologia do Blogger.

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