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31 de agosto de 2013

Os torcedores corinthianos, reincidentes de Oruro, devem ser banidos do futebol

Reprodução
por Sylvio Micelli

Dizem os sábios que errar é humano; insistir no erro é burrice. Muitas vezes há uma segunda chance na vida e, não raro, não sabemos aproveitar.

O episódio que culminou com a prisão de doze torcedores corinthianos na Bolívia foi alvo de ferrenhas críticas neste meu espaço. A morte de Kevin Espada, que ainda não teve sua merecida paz, carece de solução e a polícia boliviana fez uma série de erros. Tanto eu estava certo que todos os torcedores foram libertados por falta de provas e, certamente, vão receber alguma indenização no futuro.

No frigir dos ovos parece-me mesmo que a prisão arbitrária dos torcedores tem ligação direta com o senador Roger Pinto Molina que foi trazido ao Brasil, no último final de semana, e que deverá gerar um desnecessário embate diplomático num país que deveria começar a prender seus réus, ainda que fossem par(a)lamentares.


LEIA MAIS SOBRE O CASO DE ORURO NA OPINIÃO DE SYLVIO MICELLI



Como considero-me uma pessoa justa e corto na própria carne, vamos lá!

O envolvimento dos "torcedores" Leandro Silva de Oliveira e Cleuter Barreto Barros, flagrados pelas câmeras de TV numa briga entre torcedores de Vasco e Corinthians, em partida realizada em Brasília, também no último final de semana, é prova de que uma segunda oportunidade nem sempre é aproveitada. Ainda que eles sejam inocentes em Oruro, eles jamais poderiam ter se envolvido em nova confusão e ele serão culpados por aquilo que vier a acontecer, caso se reabra as discussões na Bolívia sobre suas condutas.

Eles, porém, não são culpados sozinhos. O clube, que financia e leva membros de torcidas organizadas para os estádios de futebol, também deve ser exemplarmente punido com a perda de mando nas partidas e com a punição financeira por meio do pagamento de tudo aquilo que foi depredado. Os policiais agredidos devem ser indenizados também.

Ninguém é mais importante que a instituição Sport Club Corinthians Paulista e se estes "torcedores" não sabem honrar o nome do clube pelo qual dizem torcer, eles não são necessários para torcer.

O remédio já foi ensinado na Inglaterra para combater os famosos hooligans, que nos anos 80 barbarizavam os jogos: banimento dos estádios e na hora das partidas, a prestação de serviço comunitário. Tá nervosinho? Quer gastar energia? Vai lavar um banheiro de rodoviária para ver como é bom.

Isso falo sobre o meu Corinthians e sobre todos os demais clubes, porque não há santos na história, nem clubes de menores torcidas, quantitativamente falando.

Mas... como falta macho no Brasil, acho que isso vai passar despercebido, vão dar uma puniçãozinha tola e ficará elas por elas. Já teve até gente que fez carreira política defendendo a eliminação das torcidas organizadas, mas se esqueceu da bandeira desfraldada.

Torcedor organizado é aquele que paga o ingresso do próprio bolso e leva o filho ao estádio para transmitir a emoção de torcer para o mesmo time do coração. Para muitos pais está será a única herança a deixar para as gerações futuras.

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Os textos são de autoria do Jornalista Sylvio Micelli. Publicação autorizada com a citação da fonte. Tecnologia do Blogger.

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