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8 de agosto de 2013

Um "boa noite" parnasiano

por Sylvio Micelli

Antes do meu habitual boa noite, o céu estrelado (ao menos aqui em "pequenos vales") fez-me lembrar de uma obra prima do meu parnasianista favorito, que é Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac. Além de poeta, para meu orgulho Bilac foi ‪‎jornalista‬ e fundador da ABL (Academia Brasileira de Letras).

Há uma curiosíssima história com Olavo Bilac, cuja veracidade não foi lá muito comprovada. É em seu nome que encontramos o primeiro registro de uma acidente automobilístico no Brasil. O poeta chocou seu carro contra uma árvore no Rio de Janeiro, mas nada grave aconteceu.

Certamente, ele deveria estar a ouvir estrelas...

Boa noite!

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Via Láctea (trecho XIII)

“Ora (direis) ouvir estrelas! Certo
Perdeste o senso!” E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-las, muita vez desperto
E abro as janelas, pálido de espanto…

E conversamos toda a noite, enquanto
A Via Láctea, como um pálio aberto,
Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.

Direis agora! “Tresloucado amigo!
Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizem, quando estão contigo?”

E eu vos direi: “Amai para entendê-las!
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender estrelas.”

Olavo Bilac

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Os textos são de autoria do Jornalista Sylvio Micelli. Publicação autorizada com a citação da fonte. Tecnologia do Blogger.

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