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3 de agosto de 2013

Rádio Bandeirantes corrige (parte do) erro. Mas credibilidade está arranhada

por Sylvio Micelli

O inesquecível Joelmir e Mauro, de pai para filho.
Qualidade jornalística em editorias diferentes
Foto: Reprodução
Não durou 24 horas a demissão de Mauro Beting do posto de principal comentarista da Rádio Bandeirantes. A péssima repercussão do fato nas redes sociais, blogs e informes esportivos caiu como uma bomba na rua Radiantes nº 13, sede da emissora em São Paulo.

Além disso, o comentarista e ex-jogador Neto colocou, em rede nacional de televisão, seu cargo de comentarista na rádio, a disposição de Mauro Beting. Neto, por sinal, que vive sendo criticado por meia dúzia de imbecis pelo fato de ser uma pessoa de pouca instrução e, principalmente, pelo fato de ser corinthianíssimo, foi macho o suficiente para fazer o que fez. Além da demonstração do seu caráter, mostrou ser parceiro mesmo e jogou no lixo qualquer tentativa de se dizer que ele era o responsável pela saída de Beting.

Também fiquei sabendo que nos bastidores Milton Neves, outro criticado por meia dúzia de pamonhas, também deu demonstrações de apoio, amizade e fraternidade a Mauro Beting e teve influência direta na readmissão.

A Bandeirantes não teve como. Recontratou o comentarista que, graças a Deus, volta ao ar (de onde nunca deveria ter saído), já nesta segunda-feira.

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A questão aí é que Mauro Beting nem precisa da rádio Bandeirantes. Certamente ele teve, neste lapso de tempo, diversos convites para outras rádios. Mas a grife Beting, como diz Milton Neves, está diretamente ligada à rádio Bandeirantes, por meio do inesquecível Joelmir Beting, o jornalista que soube ensinar economia para as donas de casa de todo o país.

Como não houve a mesma repercussão, as demissões de Walker Blaz e de Adriana Cury devem ser mantidas e fiquei sabendo que Zancopé Simões, um grande companheiro das madrugadas insones, também foi degolado. Também choca que o "repórter da cidade", Luiz Carlos Gertel, que há quatro décadas é a marca registrada da reportagem paulistana e que há três meses teve um infarto, também foi mandado embora.

A Bandeirantes corrigiu parte dos erros, mas a credibilidade está arranhada. Todos nós, ouvintes, ficaremos com o pé atrás, porque a Bandeirantes até pode ser "a rádio que tem opinião", mas não necessariamente esta opinião está em consonância com quem mantém a rádio no ar, que somos nós que, desde as primeiras horas da manhã, todos os dias, garantimos a audiência história que a emissora sempre teve.

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