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20 de julho de 2013

A espionagem norte-americana e seu amigo do Facebook

por Sylvio Micelli

Após o "gigante" ter acordado nas manifestações juninas, o noticiário foi invadido por um novo e momentoso tema: o "irmão do norte" ou os Estados Unidos estariam espionando o Brasil conforme denúncia de Edward Snowden, um técnico em segurança da informação, que revelou detalhes dos programas de vigilância do governo estadunidense.

Quando vi o assunto pautando e pautado pela mídia, fiquei sem saber se eu havia enlouquecido de vez ou se o tema era tão relevante como os noticiários quiseram fazer com que eu acreditasse. Brasileiros, espirituosos por natureza, começaram a publicar charges e memes divertidas sobre o tema.

Claro que se trata de um grave incidente diplomático e, obviamente, não defendo, nem defenderia qualquer tipo de bisbilhoteiro no meu celular ou internet.

O problema é como o assunto foi tratado. Parecia algo inédito, como se por exemplo nevasse na Praia de Copacabana, no meu estimado Rio de Janeiro.

Já passei dos 40 há algum tempo e, sinceramente, não é qualquer coisa que ainda me cause estranheza. Fico com a sensação de ser tolo, o que também não seria lá uma grande novidade, ou acho que os outros são tolos.

Como assim, gente? Os Estados Unidos espionam o mundo, no mínimo, desde o final da Primeira Grande Guerra (1914-1918) e, por óbvio, o Brasil está incluído nesta rotina, sem sombra de dúvida. Ou seja: as denúncias ora apresentadas parece-me que são mais do mesmo. Claro que a tecnologia e a exposição que temos hoje no mundo multimídia, apenas ampliou a espionagem de forma exponencial.

Dia desses conversava com a amiga jornalista Vivian Avellar, carioca da gema por sinal, cuja mãe é psicóloga. Num bate-papo antes de um evento, ela contou-me que sua mãe tem lidado com um novo tipo de paciente: são os "problemáticos" com o Facebook, esta rede social onipresente, pela qual compartilhamos ideias, piadas, frases de efeito e frases defeito, checkins em locais descolados ou nem tanto e fotos, muitas delas com situações caseiras, profissionais e locais visitados.

Segundo minha amiga tem crescido o número de "invejosos do Face", gente que passa horas, dias talvez, visitando a página de "amigos" para descobrir se eles estão melhores ou piores, se frequentam bares da moda ou fazem viagens a turismo, sempre naquele conceito histórico e histérico de que a grama do vizinho é mais verde que a nossa.

Então, meus caros. Não pensem se os Estados Unidos podem vigiar a sua conta do Face. O seu amigo da direita ou da esquerda já pode estar nesta função.

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Os textos são de autoria do Jornalista Sylvio Micelli. Publicação autorizada com a citação da fonte. Tecnologia do Blogger.

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