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22 de junho de 2013

O discurso de Dilma. Antes e depois de vê-lo


por Sylvio Micelli

Não tinha visto o discurso da presidente Dilma Rousseff na TV, porque estava com a Maria Eduarda vendo Toy Story pela enésima vez...

Mas, pela reação nas redes sociais havia chegado a algumas conclusões importantes. Pena que são antagônicas.

1. Dilma é a melhor pessoa do mundo.

2. Dilma é a pior pessoa do mundo.

3. Dilma deveria pedir licença para sair. Assim pararia de incomodar os incomodados.

4. Dilma é uma estadista e todos os atos ocorridos nos últimos dias são a mais pura essência fascista.

5. Dilma é "sapatão"

Depois destas conclusões fui ver o vídeo (coisa boa da tecnologia).

A presidente fez um discurso normal e até tranquilo. Ressaltou que democracia se faz com respeito às instituições e sem vandalismo, o que seria absolutamente normal num discurso. Relembrou que o Brasil é reconhecido no mundo como um povo alegre e que deveria ser receptivo aos turistas nos eventos que ocorrem (Copa das Confederações) e nos vindouros.

Falou sobre os royalties para a Educação e ponto. Fez um discurso dentro do tom que se espera de um governante.

Resumindo: ao ler os comentários do discurso que não havia visto e ao ver o pronunciamento chego a algumas conclusões, do fim para o começo:

1. O brasileiro é preconceituoso e hipócrita. Dilma não é homossexual. E ainda que fosse isso não interessa a um governante. A vida pessoal só interessa ao interessado (com perdão da redundância). Gostaria de ser governado por um gay, uma lésbica e até um transsexual... desde que fosse um baita estadista. Mas... fingimos que não há preconceitos contra homossexuais, negros etc. E vivemos à fina flor da hipocrisia.

2. Os apoiadores e eleitores de Dilma devem cobrar austeridade da presidente. O pronunciamento de hoje serve para amainar os focos de incêndio, mas as brasas encobertas permanecem. E vão assim continuar até as eleições de outubro de 2014. Ou seja, serão 16 meses de incêndios e sem austeridade não haverá governo. Dilma e seu ministério terão de ir além do discurso.

3. Parte do povo brasileiro ainda não se acostumou à democracia. Refiro-me aos derrotados. Eu, por exemplo, não fui eleitor de Dilma Rousseff, nem Geraldo Alckmin. Mas respeito a decisão da maioria. Torcer contra o governante é torcer contra o Brasil. O governante é passageiro. O País, o estado, o município, não. Há, sim, os casos de corrupção. Mas como já escrevi anteriormente, precisa limpar tudo e não focar apenas naquele político / partido do qual você não compartilha a opinião.


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4. Tudo isso que vem acontecendo serve de alerta. Os reacionários estão mais vivos do que nunca. E qualquer oportunidade, eles vão aproveitar para tentar impor, por meio do discurso da negação pregado pelo fascismo (contra partidos, políticos, instituições etc) sua forma de dominação por meio de um golpe de Estado mas, claramente, revestido de todos os preceitos legalistas.

5. É importante que o "Gigante Acorde", mas saibamos que o gigante pertence a todos e não a um grupo de oportunistas.

6. Democracia não é um discurso vazio. Trata-se de um exercício diário de Cidadania.

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Os textos são de autoria do Jornalista Sylvio Micelli. Publicação autorizada com a citação da fonte. Tecnologia do Blogger.

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