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12 de maio de 2013

Corinthians e Santos: uma final mais importante para eles do que para nós

por Sylvio Micelli

Antes de falar sobre a final do Paulistão 2013, entre Corinthians e Santos, devo lamentar a postura das equipes e da Federação Paulista de Futebol (FPF) que resolveu mandar as partidas finais no Pacaembu e na Vila Belmiro.

Os clubes, alegando uma hipotética vantagem de jogar nos seus domínios, reduzem a final do Paulistão a estádios ínfimos. O Pacaembu, vá lá, tem capacidade próxima a 40 mil pessoas. A minúscula Vila Belmiro cabe, mal e mal, 15 mil pessoas. O pior é constatar que no ano passado, a FPF mandou as finais entre Santos e Guarani no Morumbi. Cria-se, pois, um paradoxo estúpido no futebol paulista: finais com time pequeno, com todo o respeito ao Bugre, estádios grandes. Finais entre grandes, palcos ínfimos.

Tenho saudade das grandes finais no Morumbi realizadas nos anos 70 e 80 e que foram abandonadas graças a diversas vaidades, um pouco temperadas pela arrogância do clube do Morumbi.


A final, afinal...

De 2009 para cá, o futebol brasileiro foi dominado por Corinthians, Santos e Fluminense. Deixemos os cariocas de lado, com dois títulos nacionais e nos atenhamos apenas aos paulistas. O Santos tem seis títulos: um tri paulista (2010/12), uma Libertadores (2011), uma Copa do Brasil (2010) e a Recopa (2012). O Corinthians, por sua vez, faturou cinco títulos: Paulistão e Copa do Brasil (2009), Brasileirão (2011), Libertadores e Mundial (2012).

São, enfim, as principais equipes do futebol brasileiro.

A chegada de Santos e Corinthians à final do Paulistão 2013, em que pese serem as melhores equipes, não foi algo tão certo assim. O Santos alternou bons e maus momentos. Já não tem a mesma liga de anos anteriores e Neymar, com compromissos a exaustão, já não rende o que dele se espera.

O Corinthians, por sua vez, levou o Paulistão na flauta. Última das equipes a retornar das férias, devido à conquista do Mundial, o Timão jogou boa parte do campeonato com o time reserva e/ou com muitas alterações feitas pelo técnico Tite. Chegou em quinto, massacrou a Ponte Preta num grande jogo, nada jogou contra o São Paulo e teve sorte nos pênaltis e agora tem 180 minutos para decidir mais um título, o terceiro em menos de um ano.

Dizer que qualquer um pode ganhar soa muito óbvio mas, sinceramente, trata-se de um título mais importante para o time praiano na busca de um inédito tetracampeonato paulista, já cantado e decantado enfadonhamente pela mídia e por isso mesmo, o Santos é favorito porque tem esta motivação, mais histérica que histórica.

No primeiro jogo, no Pacaembu, a cabeça do Corinthians estará na quarta, no confronto decisivo contra o Boca Juniors, pelas oitavas de final da Libertadores. O Timão terá de vencer por dois gols de diferença para seguir na competição.

Fosse eu o Tite, escalaria os reservas, algo que ele não fará.

Aguardemos, pois, porque vencendo ou perdendo, o Corinthians permanecerá o maior vencedor paulista, com quatro anos de vantagem sobre o segundo colocado.

E que vença o melhor. E que esse melhor seja o Sport Club Corinthians Paulista.

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Os textos são de autoria do Jornalista Sylvio Micelli. Publicação autorizada com a citação da fonte. Tecnologia do Blogger.

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