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26 de março de 2013

Romário: o paladino da Justiça?

por Sylvio Micelli

Ao chegar ao Brasil, Romário acena com a bandeira no
"avião da muamba" - Reprodução Editora Abril
Já há algum tempo, o ex-jogador e atual deputado federal Romário, tem se manifestado por diversas vezes, contra a realização da Copa do Mundo no Brasil, ao denunciar, sempre por meio de ilações muitas vezes não comprovadas, que houve, há e haverá desvio de recursos para a realização dos grandes eventos esportivos que o Brasil sediará nos próximos três anos.

Por ser uma figura importante na história do futebol brasileiro, em que pese não ter sido uma unanimidade, Romário serve de caixa de ressonância daqueles que são contra qualquer coisa que faça o Brasil crescer, relegando-nos à eterna condição de país em desenvolvimento.

Claro que a democracia pressupõe o respeito a todas as opiniões, mas irrita-me a falta de memória do povo brasileiro.

Sendo assim, deixo para a reflexão e discussão, algumas considerações sobre o Romário, que virou agora o paladino da Justiça do futebol brasileiro:

1. Foi um grande fazedor de gols, mas pouco atleta, devido a uma conduta sempre desregrada dentro e fora dos gramados. Portanto, apesar de ídolo de tantos, não servia lá de exemplo para os nossos jovens

2. Sempre esteve envolvido com o mulherio, na base do quanto mais, melhor. Lógico que cada um, com o seu cada qual, como diz a molecada, mas também não serve de exemplo

3. Estava no famoso "avião da muamba", que voltou dos Estados Unidos com a seleção campeã de 1994, trazendo 17 toneladas de produtos e que não passou pela inspeção das autoridades competentes quando chegou ao Brasil, por interferência direta de Ricardo Teixeira e do então presidente Itamar Franco. Teixeira foi condenado depois de anos, mas Romário não recolheu o imposto devido das coisas que, certamente, ele trouxe

4. Foi o principal parceiro, ainda que indiretamente, de Eurico Miranda, um dos cartolas mais nefastos da história recente do futebol brasileiro, tendo (n+1) regalias no Clube de Regatas Vasco da Gama

Agora ele virou santo?

Está mais do que na cara, que ele traz consigo a raiva, o rancor ou a mágoa de não ter sido chamado pelo Felipão para a Copa de 2002 e age com todas as forças contra a CBF, porque Ricardo Teixeira não interferiu em prol do atleta e deixou o técnico agir como bem entendesse no comando daquela seleção brasileira, que sagrou-se pentacampeã na Ásia.

Romário, portanto, não age de forma isenta em prol de um país sem memória.

Obviamente que tudo deve ser investigado, mas ele joga contra o país e não a favor dele e, pior, desconsidera as obras importantes que já estão sendo feitas e ainda vão ser feitas por ocasião da Copa.

Ele entra naquele discurso piegas de que os gastos para a Copa e para as Olimpíadas do Rio de Janeiro deveriam ser destinados ao cidadão com escolas, hospitais e infra-estrutura, sendo que são coisas totalmente diferentes. Um, não anula o outro e a sociedade deveria fiscalizar os desvios de recursos ao longo dos anos e não apenas por ocasião de eventos importantes que geram milhares de empregos diretos e indiretos.

Por essas e outras, é que o Brasil está fadado a ser um país eternamente de terceiro mundo, porque nós jogamos contra nós mesmos.

Como eu queria o nacionalismo dos argentinos... Já estaríamos, certamente, num outro patamar...

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Os textos são de autoria do Jornalista Sylvio Micelli. Publicação autorizada com a citação da fonte. Tecnologia do Blogger.

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