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5 de março de 2013

Hugo Chávez

Mural de Chávez em Caracas - Foto: AFP/GETTY
por Sylvio Micelli

Não pretendo aqui, neste breve texto, fazer uma análise amiúde sobre o presidente venezuelano Hugo Chávez, morto nesta terça, dia 5 de março. Ele tem fiéis seguidores e cruéis detratores e isso, por si só, já explica sua importância dentro do contexto político latino-americano e mundial. Ou seja, ele virou uma religião, um ame-o ou odeie-o, um Fla X Flu, um Corinthians X Palmeiras, um Brasil X Argentina... E poucos políticos conseguem tal façanha.

O que respeito nas pessoas, especialmente os políticos, é o fato de serem fiéis à causa que defendem. Aqui no Brasil, por exemplo, temos poucos. Citaria, sem medo de errar, Eduardo Suplicy, Cristovam Buarque, Luiza Erundina, raríssimos espécimes em extinção.

Chávez foi fiel àquilo que acreditava. Certo ou errado, ele não mudou o seu discurso, não se submeteu às comesinhas prostituições da grande maioria dos mandatários e ousou levantar-se contra aquele que considerava seu maior inimigo - os Estados Unidos. E foi macho suficiente para isso.

A América Latina, enfim, está mais pobre. Não perdeu um "ditador venezuelano" ou um "revolucionário bolivariano". Perdeu um grande político que, ao elevar o tom do discurso, despertava em todos uma salutar discussão política, tão ausente em nosso cotidiano.

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Os textos são de autoria do Jornalista Sylvio Micelli. Publicação autorizada com a citação da fonte. Tecnologia do Blogger.

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