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4 de fevereiro de 2013

Efemérides Culturais by @micelli - 4 de fevereiro

4 de fevereiro... Há 30 anos, em 1983, morria Karen Carpenter... no auge de seus 32 anos vitimada por uma anorexia. Particularmente, acho o duo Carpenters (Karen e seu irmão Richard) muito meloso, típica música para rádios que tocam em consultórios médicos, a que os americanos chamam de "easy listening". Seja como for... gosto de "Only Yesterday", single lançado em 1975.


Há 4 anos, em 4 de fevereiro de 2009, também nos deixava o maluco Erick Lee Purkhiser, grande Lux Interior, vocalista e mentor da banda punk The Cramps. Importantíssimo no cenário norte-americano, Lux conseguiu fazer punk a vida inteira, até o seu coração dar problemas e levá-lo para fazer bagunça lá no alto, aos 62 anos. O clássico "Human Fly" é hilário e lendário.


Mas nem só de mortes, vive o 4 de fevereiro. Nascido em Irajá, no Rio de Janeiro e criado em Xerém, o senhor Jessé Gomes da Silva Filho completa hoje 54 anos. Trata-se de Zeca Pagodinho, um cara pelo qual tiro o chapéu, seja por sua música, pagode de alto nível sem esquecer das raízes do velho e bom samba, seja por sua postura crítica em relação à sociedade. Há um mês Zeca virou notícia ao ajudar o "seu povo de Xerém" depois de chuvas e desabamentos, coisa que o poder público não fez. Parabéns, Zeca. Vida longa, mermão!


E hoje tem um grande roqueiro que completa ótimos 65 anos prestados em nome do rock'n roll. Misturando hard rock, heavy metal e glam rock, muitas vezes chocando as pessoas e fazendo espetáculos mais teatrais que propriamente musicais, o senhor Vincent Damon Furnier fez sucesso mundial. Mas com esse nome, ele não daria muito certo. Mas como Alice Cooper... ele mandou School's Out, Forever!


Para finalizar... 4 de fevereiro é aniversário de um grande poeta português. Trata-se de Almeida Garrett que, além de grande dramaturgo, foi ministro do reino português.

Almeida Garrett por Guglielmi
Fonte: Wikipedia
"A um Amigo

Fiel ao costume antigo,
Trago ao meu jovem amigo
Versos próprios deste dia.
E que de os ver tão singelos,
Tão simples como eu, não ria:
Qualquer os fará mais belos,
Ninguém tão d’alma os faria.

Que sobre a flor de seus anos
Soprem tarde os desenganos;
Que em torno os bafeje amor,
Amor da esposa querida,
Prolongando a doce vida
Fruto que suceda à flor.

Recebe este voto, amigo,
Que eu, fiel ao uso antigo,
Quis trazer-te neste dia
Em poucos versos singelos.
Qualquer os fará mais belos,
Ninguém tão d’alma os faria.

Almeida Garrett, in 'Folhas Caídas'

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Os textos são de autoria do Jornalista Sylvio Micelli. Publicação autorizada com a citação da fonte. Tecnologia do Blogger.

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