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10 de fevereiro de 2013

Efemérides Culturais by @micelli - 10 de fevereiro

10 de fevereiro... Hoje é aniversário do grande Cauby Peixoto Barros, que completa 83 anos. Cauby dispensa maiores apresentações. Trata-se de um dos maiores cantores da música nacional, ao longo de mais de seis décadas de carreira e ainda na ativa. Criou um estilo performático único, além dos figurinos e penteados pouco convencionais. Do rock ao bolero entoou o seu canto para o bem do patrimônio brasileiro. "Bastidores", um tanto biográfica, é uma belíssima composição de Chico Buarque, imortalizada por Cauby.


Se estivesse vivo, Clifford Lee Burton completaria hoje, 51 anos. Cliff Burton, como ficou conhecido, foi o baixista da primeira fase da banda de heavy metal Mettalica. Conhecido por seus solos de baixo e uso de pedais (até então "exclusivos" a guitarristas), Cliff transformou-se numa referência, especialmente nos álbuns Ride the Lightning (1984) e Master of Puppets (1986). Faleceu aos 24 anos na Suécia, durante uma turnê europeia da banda. O ônibus em que estavam deslizou no gelo e Cliff foi arremessado para fora do veículo. O ônibus acabou por tombar sobre o baixista. "For Whom the Bells Tolls" é uma das minhas preferidas e clássica do Ride the Lightning. Fique atentos ao baixo de Burton.


Em 1898 nasceu Eugen Berthold Friedrich Brecht, um gênio alemão irrequieto, dramaturgo e poeta. Marxista, desenvolveu seu teatro épico no período da República de Weimar. Fez dezenas de peças teatrais e escreveu vários ensaios. Seus poemas, maravilhosamente críticos, analisavam as relações humanas e o achaque capitalista. Há milhares de textos reflexivos de Brecht, mas reproduzo aqui os mais famosos.

"O Analfabeto Político

O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.

O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais".


"Perguntas de um operário que lê

Quem construiu Tebas, a das sete portas?
Nos livros vem o nome dos reis,
Mas foram os reis que transportaram as pedras?
Babilônia, tantas vezes destruída,
Quem outras tantas a reconstruiu? Em que casas
Da Lima Dourada moravam seus obreiros?
No dia em que ficou pronta a Muralha da China para onde
Foram os seus pedreiros? A grande Roma
Está cheia de arcos de triunfo. Quem os ergueu? Sobre quem
Triunfaram os Césares? A tão cantada Bizâncio
Só tinha palácios
Para os seus habitantes? Até a legendária Atlântida
Na noite em que o mar a engoliu
Viu afogados gritar por seus escravos.

O jovem Alexandre conquistou as Índias
Sozinho?
César venceu os gauleses.
Nem sequer tinha um cozinheiro ao seu serviço?
Quando a sua armada se afundou Filipe de Espanha
Chorou. E ninguém mais?
Frederico II ganhou a guerra dos sete anos
Quem mais a ganhou?

Em cada página uma vitória.
Quem cozinhava os festins?
Em cada década um grande homem.
Quem pagava as despesas?

Tantas histórias
Quantas perguntas"


Finalizemos o 10 de fevereiro lembrando que neste dia, em 1755, faleceu Charles de Montesquieu. Político, filósofo e escritor francês, o iluminista Montesquieu redigiu "O Espírito das Leis" e teve o ápice de seu reconhecimento com a Teoria da Separação dos Poderes, consagrada em diversas constituições pelo mundo afora. O filósofo acreditava em três poderes que fossem independentes e harmônicos. Ao Executivo caberia administrar o território e o Legislativo teria como função elaborar as leis. O Legislativo era subdividido em duas Câmaras: dos Lordes, indicados pelo monarca e dos Comuns, eleitos pelo povo. Montesquieu não via o Judiciário como um terceiro (ou quarto) poder, algo que aconteceria mais tarde.

Para refletir: "Recebemos três educações diferentes: a dos nossos pais, a dos nossos mestres e a do mundo. O que aprendemos nesta última, destrói todas as ideias das duas primeiras" ou "Para se tornar verdadeiramente grande, é preciso estar ao lado das pessoas, e não acima delas."

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Os textos são de autoria do Jornalista Sylvio Micelli. Publicação autorizada com a citação da fonte. Tecnologia do Blogger.

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