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9 de junho de 2012

Por que o Brasil perdeu do México? E o que esperar diante da Argentina?


por Sylvio Micelli

No último domingo, o Brasil foi derrotado pela seleção do México por 2 a 0. O resultado pode ser considerado absolutamente normal, porque de um lado tivemos a seleção mexicana com seus principais jogadores, em nível de Copa do Mundo, enquanto o Brasil vinha a campo com a sua seleção tida como olímpica.

Nesta série de amistosos que se encerra logo mais diante da Argentina, o Brasil mostrou um bom futebol contra a Dinamarca; foi mediano, mas teve sorte contra os norte-americanos e não conseguiu transpor a forte marcação dos mexicanos.

Nada, porém, diferente de muitas bobagens que se escreve e lê por aí, que tire do Brasil o favoritismo à conquista do inédito ouro olímpico que, se mais uma vez não vier, não terá sido culpa de Mano Menezes ou de quaisquer um dos jogadores.

O brasileiro, por ser apenas bom no futebol e razoável em outras modalidades, supõe que deverá vencer todas as competições que o escrete canarinho participa. Além da presunção é preciso saber que há outros bons times do outro lado e que o Brasil, e aí sim é uma falha nossa, não se prepara como deveria.

Os times ainda reclamam da liberação de seus principais atletas para a seleção do país, algo inimaginável duas décadas atrás, quando atuar pelo Brasil era motivo de orgulho a jogadores e clubes.


Perdermos do México porque:

1. O Brasil foi prejudicado. O gol de Leandro Damião, no começo da partida, foi legal. E o excelente goleiro Corona fez pênalti claro no Oscar na etapa final. Coisa de arbitragem canadense que pouco entende de soccer;

2. Giovani dos Santos desequilibrou. Além de competente, contou com a sorte no primeiro gol e sofreu o pênalti infantil de Juan que original o segundo gol, anotado por Chicharito;

3. Neymar, bem marcado, nada fez. E sei que seu defensores odeiam quando a gente escreve isso. Mas o jogador do Santos, que é ótimo sem dúvida, não tem habilidade para escapar de fortes marcações, principalmente fora do país quando, sem o status de intocável, ele é tratado como um comum pelas defesas adversárias;

4. A melhor formação do Brasil nos amistosos foi no primeiro jogo contra a Dinamarca, quando Oscar ficou responsável pela armação das jogadas e Hulk foi o matador ao lado de Lucas.


O que esperar do jogo contra a Argentina?

Clássico mundial com rixa regional, Brasil e Argentina será o eterno triplo na Loteria Esportiva. Muito se espera do tão falado reencontro entre Neymar e Messi. Cara de jogo chato, de forte marcação e de empate sem gols. Ou com vitória magra para qualquer um dos lados num gol besta.

Independente do resultado é preciso tirar a pressão da seleção Brasileira nos Jogos Olímpicos de Londres. O ouro vai vir, se tiver que vir. Se não tiver, o Brasil chegará à final contra um time fraco, terá um pênalti a seu favor no último minuto e Neymar vai mandar a bola para a Islândia.

Portanto, brazucas... Stay cool!


MÉXICO 2 x 0 BRASIL

Local: Cowboys Stadium, em Dallas (EUA)
Data: 3 de junho de 2012, domingo
Horário: 16h06 (de Brasília)

Árbitro: Siviu Petrescu (Canadá)
Assistentes: Sean Hurd (EUA) e Joe Fletcher (EUA)
Cartões amarelos: Jiménez, Salcido e Meza (México); Marcelo e Neymar (Brasil)

Gols:
MÉXICO: Giovani dos Santos, aos 22, Chicharito (pen), aos 32 minutos do primeiro tempo.

MÉXICO: Corona; Meza (Jiménez), Rodríguez, Salcido e Torres; Moreno, Zavala e Barrera (Andrade); Giovani dos Santos (De Nígris); Guardado (Reyna) e Hernandes Chicharito (Lugo)
Técnico: José Manuel de la Torre

BRASIL: Rafael; Danilo, Thiago Silva (Bruno Uvini), Juan e Marcelo; Sandro (Lucas), Rômulo e Oscar (Casemiro); Hulk (Wellington Nem), Leandro Damião (Alexandre Pato) e Neymar
Técnico: Mano Menezes

Ficha Técnica by Gazeta Esportiva.Net

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Os textos são de autoria do Jornalista Sylvio Micelli. Publicação autorizada com a citação da fonte. Tecnologia do Blogger.

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