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26 de maio de 2012

José Silvério não narra gols. Declama-os, feito poesia


Foto: Reprodução de TV. Arte: Ricardo Zanei
por Sylvio Micelli

Escrever sobre José Silvério é chover no molhado. Um dos maiores locutores esportivos do rádio brasileiro, não há quem não o respeite como um profissional de alto nível técnico, quase a narrar "em cima" da bola.

Mas Silvério não é apenas tecnicamente perfeito. Da Rádio Cultura de Lavras até chegar à Rádio Bandeirantes de São Paulo, o narrador acumula quase meio século de experiência no esporte brasileiro, transpirando emoção.

Na última quarta (23), ao narrar o gol de Paulinho na vitória do Corinthians, Silvério demonstrou, mais uma vez, ser um poeta da bola. Um amigo meu, palmeirense, disse-me no dia seguinte que, apesar de "p... da vida" com a nossa classificação, se emocionou ao ouvir a narração do gol do Corinthians e concluiu: "imagino como você, corinthiano, ficou".

É... Eu chorei.


O que ouvimos acima (no player) não é apenas narrar com emoção. É ter presença de espírito e saber dosar emoção, lirismo, técnica e profissionalismo. Algo para poucos...

Cheguei então à conclusão de que Silvério, com quase 67 anos de idade, não é um narrador. É um poeta. Suas estrofes são as jogadas. Seu soneto é aquela grande defesa, igual a de Cássio no chute de Diego Souza. E os gols são o conjunto de sua poesia.

Vida longa ao poeta da bola! E que ele possa narrar o Corinthians, campeão da Libertadores, algo que, certamente, será emocionante e inesquecível.

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Os textos são de autoria do Jornalista Sylvio Micelli. Publicação autorizada com a citação da fonte. Tecnologia do Blogger.

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