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22 de abril de 2012

O que o Brasil ainda precisa descobrir

Reprodução do jornal "O Acreano"
por Sylvio Micelli

Neste domingo, 22 de abril, o Brasil completa 512 anos de seu descobrimento. A data muitas vezes passa em branco, fruto direto da pouca memória que o país tem em relação à própria história.

O dia, que deveria ser comemorado pois foi quando tudo começou, chega em 2012 marcado por mais uma crise política advinda da corrupção que há séculos assola nosso país. De um lado, o tema "mensalão" vem em generosas porções de prato requentado. De outro, observamos um bicheiro como parte de um aparelhamento público e político do estado de Goiás, do Distrito Federal e, quiçá, de outros estados a serem ainda investigados ou não, de acordo com os interesses políticos diretamente envolvidos.


Mas não temos só a corrupção para lamentar. Há notícias importantes que devem ser comemoradas.


A taxa de juros tem caído paulatinamente e já não somos, ao menos neste 22 de abril, o país detentor da maior taxa de juros do mundo. Somos a sexta economia do planeta e, a passos largos, caminhamos para ultrapassar a economia francesa em breve. A chamada classe C tem girado as pás do desenvolvimento nacional comprando, viajando, consumindo, gerando riqueza e empregos.

Mas se estes dados são positivos, não podemos deixar que os números nos enganem.

Somos a sexta economia, mas padecemos muito nos índices de desenvolvimento humano, mesmo se comparados aos países da América Latina.

A concentração de riqueza no Brasil ainda é uma das maiores do mundo e talvez seja aí o nosso maior câncer, bem mais severo até do que a corrupção. Não há distribuição isonômica de recursos dentro desta economia crescente. Há, ainda e infelizmente, dois brasís que vivem contrastes sociais profundos e nem precisamos ir ao Norte ou Nordeste do país para tal contastação.

Precisamos, enfim, descobrir:


1. como fazemos para equacionar e melhor dividir a distribuição de renda. Reformas estruturais são precisas e urgentes. Não dá mais para ficar na mera retórica dos governantes que prometem e nunca cumprem;

2. como fazemos para dar condições de saúde e educação básicas desde o nascimento de novos brasileiros e não perpetrar a desigualdade social por meio da concessão de bolsas, cotas e outros eufemismos que, solucionam coisas pontuais, mas não resolvem os problemas de fato e ainda criam cidadãos de primeira e segunda classes;


3. como fazemos para bem escolher políticos envolvidos com o seu povo e políticas de governo que visem o bem estar da sociedade.
Que os projetos versem sobre o futuro do Brasil e não sejam meros projetos de poder do partido A, B ou C. O povo é mais importante que as rinhas partidárias.

O descobrimento de 512 anos atrás, enfim, foi um marco. Há, porém, muito por descobrir neste país ainda jovem.

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Os textos são de autoria do Jornalista Sylvio Micelli. Publicação autorizada com a citação da fonte. Tecnologia do Blogger.

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