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4 de março de 2012

Corinthians e Santos: para nós apenas mais um jogo. Para eles, “o” jogo…

por Sylvio Micelli 

Logo mais, pela 12ª rodada do Campeonato Paulista, o Sport Club Corinthians Paulista vem a campo. O adversário será o Santos Futebol Clube e o jogo acontece no “Alçapão” da Vila Belmiro que vai “inaugurar” um novo gramado…

A rigor, o jogo vale tanto quanto uma calça boca de sino em liquidação num brechó qualquer lá no Valongo (*), mas que para a equipe praiana é encarada como “a partida” com os jogadores “pilhados” e o técnico Muricy Ramalho fazendo “mistério” quanto à escalação.

Para eles é um jogo tão importante que o novo gramado será estreado contra o Corinthians, depois do time da Vila perambular pelo estado para realizar seus jogos até aqui. Se é assim, que eles comam a grama e que nós comamos a bola.

É importante ressaltar, porém, que ganhando, empatando ou perdendo, o Corinthians permanecerá líder da competição e o técnico Tite poderia tirar a importância da partida (para eles) se escalasse um mistão, até porque, o jogo contra o Nacional do Paraguai no meio de semana pela Libertadores é muito mais importante.

Seja como for, Tite não fará isso. Muricy, óbvio, vai escalar sua equipe titular sob pena de demissão, como já aconteceu com Dorival Júnior, e o jogo terá uma relevância que não existe exceto, como sempre, pelo fato do Corinthians estar em campo. O resto… é resto.


A história

Apesar do tão falado e enganoso tabu, que a torcida do Santos acredita realmente existir, o Corinthians tem ampla vantagem no confronto contra o Peixe. Até aqui são 303 partidas com 122 vitórias corinthianas, 85 empates e 96 derrotas.

O clássico é conhecido também como o confronto onde o Corinthians mais fez gols contra o adversário. São 558 gols marcados pelo Timão e 475 para o Peixe. O saldo é positivo em 83 gols a favor do time do Parque São Jorge.

A primeira partida oficial entre os clubes, foi disputada em 22 de junho de 1913, no Parque Antártica. Na oportunidade, o Santos venceu pelo placar de 6 a 3.

A última disputa entre as equipes aconteceu no segundo turno do Brasileirão do ano passado, no Pacaembu, e terminou com vitória do Santos por 3 a 1.


O estádio

O Estádio Urbano Caldeira, mais conhecido como Vila Belmiro foi construído em 1916 e é um dos estádios mais antigos do Brasil. Está localizado na Rua Princesa Isabel, no bairro de Vila Belmiro, numa região de fácil acesso na área central da cidade de Santos. O nome homenageia um dos maiores benfeitores do clube santista.

Na Vila Belmiro, Corinthians e Santos enfrentaram-se 96 vezes. São 33 vitórias do Corinthians, 21 empates e 42 derrotas para o time de Santos.

A mais recente partida entre ambos, na Vila, foi um empate em 0 a 0, no primeiro turno do Campeonato Brasileiro do ano passado.

Foi no estádio que o Corinthians aplicou a maior goleada sobre o Santos. Um 11 a 0 no Campeonato Paulista de 1920.

A Vila também foi palco de dois gols antológicos na história do Corinthians. Um, marcado por Marcelinho Carioca em 1996 contra o goleiro Edinho, filho de Pelé, que presenteou o craque corinthiano com uma placa. O outro, anotado por Ronaldo Fenômeno, na primeira partida do final do Campeonato Paulista de 2009.

 
 
 
Ficha Técnica – Jogo 15/2012 
 
SANTOS FUTEBOL CLUBE X SPORT CLUB CORINTHIANS PAULISTA

Competição: Campeonato Paulista 2012 – Série A
Rodada: 12ª
Local: Estádio Urbano Caldeira [Estádio da Vila Belmiro], Santos (SP)
Data: 4 de março de 2012

Árbitro: Wilson Luiz Seneme (SP)
Assistentes: Herman Brumel Vani e Danilo Ricardo Simon Manis (ambos de SP)
Assistentes Adicionais: Marcelo Rogério e Leandro Bizzio Marinho (ambos de SP)
Quarto Árbitro: Giuliano Dutra Pellegrini (SP)

SANTOS: Rafael; Fucile, Edu Dracena, Durval e Juan; Arouca, Henrique, Ibson e Paulo Henrique Ganso; Neymar e Borges (Alan Kardec)
Técnico: Muricy Ramalho

CORINTHIANS: Julio Cesar; Welder, Wallace, Marquinhos e Fábio Santos; Ralf, Edenílson, Alex e Jorge Henrique; Willian e Adriano
Técnico: Tite

(*) O bairro do Valongo, na região central de Santos é um bairro histórico que foi o berço da estrada de ferro Santos – Jundiaí. Infelizmente, o bairro encontra-se hoje abandonado pelo poder público.

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Os textos são de autoria do Jornalista Sylvio Micelli. Publicação autorizada com a citação da fonte. Tecnologia do Blogger.

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