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18 de fevereiro de 2012

O Histórico do Corinthians na Copa Santander Libertadores – Parte III

por Sylvio Micelli

Chegamos, enfim, ao terceiro e último post da série histórica sobre as participações do Corinthians na Copa Santander Libertadores. Minha intenção foi condensar as principais notícias aqui no blog, depois de pesquisas que fiz na Internet, livros e anotações. As informações são pulverizadas e agora, no Canelada, o torcedor que desejar saber sobre o Corinthians na Libertadores vai ter acesso aos principais dados. Hoje vamos relembrar 2006, 2010 e 2011. Para ler sobre 1977, 1991 e 1996 clique aqui! Para ler sobre 1999, 2000 e 2003 clique aqui!

7ª participação – 2006

15/02/2006 – Deportivo Cali 0-1 Corinthians
22/02/2006 – Corinthians 2-2 Universidad Católica
09/03/2006 – Tigres 2-0 Corinthians
22/03/2006 – Corinthians 1-0 Tigres
06/04/2006 – Universidad Católica 2-3 Corinthians
18/04/2006 – Corinthians 3-0 Deportivo Cali

Oitavas de final

26/04/2006 – River Plate 3-2 Corinthians
04/05/2006 – Corinthians 1-3 River Plate 

Campeão Brasileiro de 2005, o Timão veio com a missão de finalmente vencer o torneio sulamericano. A dor pela eliminação pelo River Plate três anos antes ainda latejava. Mas, enfim, a vida segue. Ganhar a Libertadores também era uma questão de honra depois de todas as coisas que cercaram o Campeonato Brasileiro de 2005 e das acusações indevidas ao Timão. No grupo 4, o Corinthians teve como adversários na primeira fase: Tigres do México, Universidad Católica do Chile e Deportivo Cali da Colômbia. A campanha foi meio irregular, mas suficiente para colocar o Timão como líder do grupo.

A estreia, fora de casa na Colômbia, deu para o gasto. O Timão venceu o Cali por 1 a 0, gol de Ricardinho no final do jogo. Na segunda rodada houve um empate com a Universidad Católica em 2 a 2. Roger e Nilmar marcaram os gols do Corinthians, enquanto Jorge Quinteros fez os dois gols chilenos. O Timão encerrou o primeiro turno com uma derrota no México contra o Tigres. Perdeu por 2 a 0, gols de Martínez e Peralta.

Polícia Militar em ação na praça de guerra
que virou o Pacaembu, após o jogo
Corinthians 1 X 3 River Plate - Reprodução
A má campanha no primeiro turno derrubou o técnico Antonio Lopes. No segundo turno para compensar a irregularidade anterior, o Corinthians venceu seus três jogos. Contra o Tigres, no Pacaembu, ganhou por 1 a 0, gol de Tevez. Depois, viagem ao Chile para vencer a Universidad Católica por 3 a 2. Foram dois gols de Arrué para os chilenos e dois gols de Tevez, mais Nilmar para o Timão. Em casa, o Timão encerrou a primeira fase, sem problemas, fazendo 3 a 0 no Deportivo Cali. Os gols foram marcados por Marcus Vinícius, Tevez e Nilmar.

Classificado para as oitavas de final, o Corinthians reencontrou, a exemplo do Palmeiras em 1999 e 2000, o algoz da edição de 2003. Mais uma vez, o River Plate da Argentina impôs seu futebol. No Monumental de Nuñez, o River venceu de virada. Tevez abriu o placar. Farías, Ferrari e Santana viraram o jogo. Xavier, no final, diminuiu para o Timão. Na decisão no Pacaembu, ironicamente o Corinthians caiu por virada de novo. Nilmar abriu o placar para o Corinthians, o que nos daria a classificação. Coelho contra e dois de Higuain transformaram o estádio numa praça de guerra com tentativa de invasão e tudo virou um caos, reflexo de mais uma eliminação do Timão na Libertadores. Final: Corinthians 1, River Plate 3.

Fica meio difícil indicar um time-base do Timão naquele ano. Muitas foram as alterações, inclusive de técnico. O Corinthians chegou, por exemplo, a usar três goleiros diferentes. Imagine, então, o resto do elenco. Realmente, diante de tantas confusões, o Timão não poderia ter ido muito além do que foi. Boa parte dos jogos teve como base: Marcelo; Coelho, Betão, Wescley, Gustavo Nery; Marcelo Mattos, Bruno Octávio, Carlos Alberto, Ricardinho; Tevez e Nilmar. Ainda atuaram Eduardo, Rafael Moura, Roger, Rosinei, Johnny Herrera, Marcus Vinícius, Wendel, Renato, Eduardo, Rubens Júnior, Xavier, Mascherano e Silvio Luiz. O técnico Antônio Lopes caiu e Adhemar Braga foi o “interino” até o final da competição, por um sinal um erro da diretoria que, no ano seguinte, veria o Corinthians ser rebaixado no Campeonato Brasileiro.


 
8ª participação – 2010

24/02/2010 – Corinthians 2-1 Racing
10/03/2010 – Independiente Medellín 1-1 Corinthians

17/03/2010 – Cerro Porteño 0-1 Corinthians

01/04/2010 – Corinthians 2-1 Cerro Porteño

14/04/2010 – Racing 0-2 Corinthians

22/04/2010 – Corinthians 1-0 Independiente Medellín

Oitavas de final

28/04/2010 – Flamengo 1-0 Corinthians
05/05/2010 – Corinthians 2-1 Flamengo

Na condição de Campeão da Copa do Brasil de 2009, o Corinthians veio para a sua oitava Libertadores, com um peso extra: o torneio foi disputado no ano do centenário corinthiano. Vencê-lo, até pelo ineditismo e pela comemoração, seria festa dupla. Caímos no grupo 1, ao lado de Racing do Uruguai, Independiente Medellín da Colômbia e Cerro Porteño do Paraguai. O Corinthians voltou a ter uma equipe competitiva com Ronaldo “Fenômeno”, Roberto Carlos, Elias, entre outros e sob o comando de Mano Menezes. O Timão teve uma campanha irrepreensível. Foi o melhor de todos os clubes na primeira fase da competição.
A estreia, apesar do susto inicial com o gol de Cauteruccio, para alegria dos anticorinthianos de plantão, foi de vitória corinthiana sobre o Racing do Uruguai, de virada por 2 a 1. Os gols do Timão foram marcados por Elias. Na rodada seguinte, em Bogotá, o Corinthians empatou com o Independiente Medellín em 1 a 1. César Valoyes para eles e Dentinho, para nós, fizeram os gols da partida. Na semana seguinte, no Defensores del Chaco, o alvinegro do povo bateu o Cerro Porteño com um gol solitário de Ronaldo.
No segundo turno da primeira fase, iniciamos com nova vitória sobre o Cerro por 2 a 1. Ronaldo e Chicão marcaram para o Corinthians e Julio dos Santos anotou para os paraguaios. Na rodada seguinte, o Timão venceu o Racing no Uruguai por 2 a 0, gols de Dentinho e Chicão. Encerramos a primeira fase com vitória magra sobre o Independiente Medellín com gol contra de Valencia.

Danilo em ação no jogo de "polo aquático"
do Maracanã - Lancepress

Por ter sido o melhor da primeira fase, o Corinthians jogaria com o pior da primeira fase, uma espécie de prêmio pela melhor campanha. O único problema foi enfrentar o Flamengo, logo de cara, numa oitavas de final da Libertadores. Jogando sob um temporal assustador no Maracanã, o Flamengo venceu por 1 a 0, com gol de pênalti de Adriano. No jogo da volta, o Timão impôs seu jogo. Muito superior ao rubronegro abriu 2 a 0 no primeiro tempo com gols de David (contra) e Ronaldo, o que garantiria a classificação. Mas contou com a falta de sorte de um gol de Vágner Love no começo do segundo tempo e uma atuação de gala do então goleiro Bruno. O resultado final de 2 a 1 desclassificou o Corinthians, mas dessa vez o Timão caiu de pé. A torcida corinthiana aplaudiu o time mesmo depois da eliminação.

O time-base do Corinthians naquele torneio foi: Felipe; Alessandro, Chicão, William e Roberto Carlos; Ralf, Elias e Danilo; Jorge Henrique, Dentinho e Ronaldo. Ainda atuaram Julio Cesar, Defederico, Paulinho, Jucilei, Iarley, Rafael Santos, Moacir, Tcheco, Paulo André, Edu, Souza, Marcelo Mattos e Morais. O técnico foi Mano Menezes.


 
9ª participação – 2011

Pré-Libertadores

26/01/2011 – Corinthians 0-0 Deportes Tolima
02/02/2011 – Deportes Tolima 2-0 Corinthians

Em 2011, o Corinthians teve uma sensação diferente e ainda mais amarga. Nem mesmo passou pela competição de forma completa. Tudo começou na final do Campeonato Brasileiro de 2010. O Timão chegou em 3º lugar na última rodada, num empate ruim contra o Goiás e conquistou uma vaga para disputar a fase classificatória ou pré-Libertadores. Seu adversário era o desconhecido Deportes Tolima da Colômbia, equipe de melhor pontuação no país em 2010, mas também terceira colocada.

Ronaldo lamenta empate contra o Tolima no
Pacaembu. Na volta, o desastre pior - Lancepress
No primeiro jogo, em São Paulo, o Timão tentou de tudo. Mas faltou molho, falta pegada, a equipe desmereceu o adversário e o jogo terminou num perigoso 0 a 0. Na volta, em Ibagué, o desastre. Jogando de forma lenta, sem armação, a partida foi se arrastando e no segundo tempo, os colombianos marcaram com Santoya e Medina. Tolima 2, Corinthians 0. E mais uma eliminação.

O desastre causou uma revolução no Corinthians. Tite conseguiu se segurar. Ronaldo decretou a aposentadoria. Roberto Carlos alegou perseguição e foi embora para o Anzhi Makhachkala. Além disso, Liédson, contratado junto ao Sporting chegou uma semana depois da derrocada. Prova de que a diretoria minimizou o Tolima e pagou um alto preço por isso.

Sob o comando de Tite, o Corinthians jogou com Julio Cesar; Alessandro, Chicão, Leandro Castán e Roberto Carlos; Ralf, Jucilei e Bruno César; Jorge Henrique, Ronaldo e Dentinho. Como alterações, considerando as duas partidas tivemos a participação de Marcelo Oliveira, Fábio Santos, Edno, Paulinho, Luís Ramirez e Danilo.
 

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Os textos são de autoria do Jornalista Sylvio Micelli. Publicação autorizada com a citação da fonte. Tecnologia do Blogger.

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