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14 de fevereiro de 2012

O Histórico do Corinthians na Copa Santander Libertadores - Parte I

por Sylvio Micelli

Esse é o típico post que fará a alegria dos anticorinthianos, até porque eles também vivem de Corinthians, mas numa relação parasitária pois, afinal, nem eles ligam para o time deles.

Enfim, amigos... Será mesmo verdade que o Corinthians treme na competição sulamericana? Por que afinal, esse título absolutamente normal ainda não veio?

Uma análise histórica sobre o Timão na Libertadores poderá responder a essas e outras tantas perguntas.

Por incrível que possa parecer, o Corinthians não é tão ruim assim no torneio sulamericano. São 72 partidas com 38 vitórias, 13 empates e 21 derrotas. Óbvio que não se trata de uma campanha primorosa, mas há equipes campeãs com históricos piores. O maior problema do Timão é perder aquele maldito jogo decisivo que não pode perder. O Corinthians também perde muito fora dos seus domínios; são 17 derrotas em 21 na história. Nossa casa, porém, é um porto seguro. São 27 vitórias em 38.

Um outro problema, já detectado pelo ex-presidente do clube Andrés Sanchez, é o número de participações. São apenas nove, em mais de 50 anos de Libertadores (1977, 1991, 1996, 1999, 2000, 2003, 2006, 2010, 2011). Outra coisa óbvia é a falta de sequência na competição. Em 2012, por exemplo, será a primeira vez que o Corinthians disputará três Libertadores seguidas (2010, 2011 e 2012), ainda que tenha sido eliminado pelo Tolima na fase pré do ano passado.

A minha missão aqui é resgatar um pouco dessa história numa série de três posts - nesta segunda, terça e quarta - já respirando o torneio sulamericano e quem sabe nossa vez não chegou?

Vaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaai, Corinthians!

1ª participação - 1977

03/04/1977 - Corinthians 1-1 Internacional
09/04/1977 - El Nacional 2-1 Corinthians
13/04/1977 - Deportivo Cuenca 2-1 Corinthians
24/04/1977 - Internacional 1-0 Corinthians
30/04/1977 - Corinthians 3-0 El Nacional
04/05/1977 - Corinthians 4-0 Deportivo Cuenca

Na condição de Vice-Campeão brasileiro de 1976, o Corinthians disputou sua primeira Libertadores no ano seguinte. Além do peso de estar 22 anos sem títulos, o formato da competição à época só classificava a equipe de melhor campanha para a fase seguinte. O sorteio era apenas entre países e o Brasil caiu com o Equador. O Timão entrou no grupo 3, ao lado de Internacional e das duas equipes equatorianas: El Nacional e Deportivo Cuenca.

A campanha foi ruim. Depois de um empate em casa com o Internacional (1 a 1, gols de Zé Maria para o Timão e Vacaria para os colorados), o Timão foi derrotado duas vezes pelos equatorianos fora de casa e pelo mesmo placar (2 a 1). Contra o El Nacional, Correa e Rhon fizeram para os anfitriões e Ruço descontou para o Timão. No jogo contra o Cuenca, Liciardi e Lizondo fizeram os gols equatorianos, enquando Palhinha fez o nosso.

Corinthians 1 X 1 Internacional - Libertadores 1977,
Morumbi - Gazeta Press
Na segunda fase do grupo, o Corinthians foi derrotado no Beira Rio (1 a 0, gol de Dario). Goleou o El Nacional (3 a 0, gols de Cláudio Mineiro, Palhinha e Pérez - contra) e o Deportivo Cuenca (4 a 0, gols de Vaguinho, Palhinha, Romeu  e Givanildo), mas a vaca já tinha ido pro brejo e a equipe ficou apenas em terceiro lugar do seu grupo, muito distante da equipe gaúcha que se classificou.

O time-base do Timão naquele ano era Jairo; Zé Maria, Moisés, Zé Eduardo e Wladimir; Givanildo, Basílio e Palhinha; Vaguinho, Geraldão e Edu. Ainda atuaram Ruço, Lance, Romeu, Rubens Nicola, Cláudio Mineiro e Luciano. O técnico era o mestre Oswaldo Brandão.



2ª participação - 1991

20/02/1991 - Flamengo 1-1 Corinthians
12/03/1991 - Bella Vista 1-1 Corinthians
15/03/1991 - Nacional 1-1 Corinthians
20/03/1991 - Corinthians 0-2 Flamengo
29/03/1991 - Corinthians 4-1 Bella Vista
05/04/1991 - Corinthians 0-0 Nacional

Oitavas de final

17/04/1991 - Boca Juniors 3-1 Corinthians
24/04/1991 - Corinthians 1-1 Boca Juniors

Após longos 14 anos, o Corinthians voltou à Libertadores, agora como Campeão brasileiro de 1990. Ainda no formato de confronto entre países, Timão e Flamengo juntaram-se a Nacional e Bella Vista do Uruguai, mais uma vez no grupo 3.

A campanha ficou a desejar novamente. Rei dos empates na primeira fase - foram 4 em 6 jogos - o Timão conseguiu se classificar em segundo do grupo, vencendo o sorteio contra o Nacional, de campanha idêntica e que também se classificou pelo critério técnico.

A estreia foi contra o Flamengo jogando em Cuiabá (não é de hoje que inventam moda). Marcelinho Carioca, que depois virou ídolo no Parque São Jorge, abriu o placar para os cariocas, enquanto Fabinho, num golaço, empatou para nós. Contra as equipes uruguaias, fora de casa, o Timão conquistou dois empates por 1 a 1. Contra o Bella Vista, Canals fez o gol do time da casa e Mirandinha empatou o jogo. Mirandinha também faria o nosso gol contra o Nacional, que marcou com Dely Valdez.

Na segunda fase, o Timão começou sendo derrotado pelo Flamengo, num triste episódio que ficou conhecido como a "Noite das Garrafadas". Com o time derrotado por 2 a 0, gols de Rogério e Gaúcho, a seis minutos do final do jogo, a torcida revoltada atirou garrafas de cerveja em campo. A partir daí, nunca mais garrafas foram permitidas nos estádios brasileiros.

No jogo seguinte, o Timão goleou o Bella Vista por 4 a 1, com três gols de Paulo Sérgio e um de Giba. Lopez Diaz fez o gol de honra uruguaio. Um empate de 0 a 0 contra o Nacional encerrou a participação do time naquela fase.

Corinthians 1 X 1 Boca Juniors - Libertadores 1991,
Morumbi - Gazeta Press
Nas oitavas de final, o Corinthians foi encarar o experiente Boca Juniors (ARG) e se deu mal. Jogando a primeira partida no caldeirão de La Bombonera, o Timão sentiu a pressão e foi derrotado por 3 a 1. Batistuta marcou por duas vezes, Graciani também anotou para os argentinos, enquanto Giba descontou para nós. No jogo de volta, por mais que se esforçasse, o Corinthians não conseguiu a vitória necessária. Paulo Sérgio fez o gol corinthiano e Graciani marcou para o Boca. Com o empate em 1 a 1, o Corinthians estava eliminado do torneio.

O time-base do Timão naquele ano era Ronaldo; Giba, Marcelo, Fernando e Jacenir; Wilson Mano, Tupãzinho e Neto; Fabinho, Mirandinha e Paulo Sérgio. Jairo, Mauro, Márcio, Ezequiel, Dinei, Viola e Édson também compuseram o elenco treinado por Nelsinho Baptista.



3ª participação - 1996

13/03/1996 - Corinthians 3-0 Botafogo
19/03/1996 - Universidad Católica 2-3 Corinthians
22/03/1996 - Universidad de Chile 1-0    Corinthians
29/03/1996 - Corinthians 3-1 Universidad Católica
03/04/1996 - Botafogo 1-1 Corinthians
16/04/1996 - Corinthians 3-1 Universidad de Chile

Oitavas de final

01/05/1996 - Espoli 1-3 Corinthians
08/05/1996 - Corinthians 2-0 Espoli

Quartas de final

15/05/1996 - Corinthians 0-3 Grêmio
24/05/1996 - Grêmio 0-1 Corinthians

Na condição de Campeão da Copa do Brasil de 1995, o Timão veio a campo para a Libertadores de 1996. Diferente de sua participação nas duas edições anteriores, o Timão tratou a competição com a seriedade devida pela primeira vez e o resultado foi visto em campo. Atuando no grupo 4, ao lado do Botafogo, o Corinthians enfrentou duas equipes chilenas na primeira fase da competição: as Universidad do Chile e Católica. Não teve dificuldades em ser líder do seu grupo com quatro vitórias, um empate e uma derrota.

A estreia contra o Botafogo foi a melhor possível. 3 a 0 com gols de Leonardo, Edmundo e Marcelinho Carioca. O Timão foi ao Chile. Jogou contra a Universidad Católica e venceu de virada por 3 a 2. Rosenthal e Lopes colocaram o time chileno na frente por duas vezes. Marcelinho Carioca empatou no primeiro tempo, Leonardo empatou no segundo tempo e Edmundo fez o vira-vira corinthiano em Santiago. No jogo seguinte, contra a La U, o Timão não conseguiu furar a retranca e acabou sendo derrotado com um gol de Goldberg, já nos acréscimos no final da partida.

No segundo turno da primeira fase, o Timão recebeu a Católica e venceu por 3 a 1. Leonardo, Marcelinho Carioca e Souza fizeram para nós e Catê, aquele mesmo que jogou no São Paulo, diminuiu para os chilenos. O Timão foi ao Maracanã encarar o clube da Estrela Solitária e arrancou um bom empate dos cariocas. Dauri para eles e Souza para nós, fizeram o 1 a 1 no outrora maior estádio do mundo. O Corinthians encerrou a primeira fase derrotando a Universidad de Chile por 3 a 1. Foram dois gols de Leonardo e Edmundo para o Corinthians e Goldberg descontou para os chilenos.

Classificado para as oitavas de final, o Timão não teve dificuldades diante do Espoli do Equador. Vitória lá por 3 a 1 e de virada. Jauch marcou para os equatorianos. Cris, Edmundo e Garcia (contra) fizeram os gols do Corinthians. Na semana seguinte, no Pacaembu, o Timão sacramentou a classificação. Vitória tranquila por 2 a 0 com gols de Ballesteros (contra) e do velho e bom Tupãzinho.

Jardel, no auge do Grêmio, despachou o Timão
na Libertadores de 1996 - Reprodução
Pelas quartas de final, o Corinthians foi enfrentar o Grêmio de Porto Alegre treinado por Luiz Felipe Scolari e reviver a final da Copa do Brasil do ano anterior que havíamos vencido. No primeiro jogo em casa, deu tudo errado. Faltou luz no Pacaembu, o time apagou e foi vencido por 3 a 0, batido nas jogadas aéreas e nos dois gols de Jardel, além de outro de Paulo Nunes. No jogo de volta, no estádio Olímpico, o Timão venceu. Mas o 1 a 0 de Edmundo no final do jogo, nada resolveu e o Corinthians voltava a ser eliminado da competição.

Sob o comando do técnico Eduardo Amorim, o time-base do Timão naquele ano era Ronaldo; André Santos, Célio Silva, Henrique e Silvinho; Bernardo, Zé Elias, Marcelinho Carioca e Souza; Edmundo e Leonardo. Também atuaram Marcelinho Paulista, Tupãzinho, Alexandre Lopes, Carlos Roberto, Cris, Júlio César e Róbson.


 

Acompanhe amanhã, a campanha do Corinthians em 1999, 2000 e 2003, com os desastres contra um velho rival e a maldição argentina que veio do Rio da Prata.

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Os textos são de autoria do Jornalista Sylvio Micelli. Publicação autorizada com a citação da fonte. Tecnologia do Blogger.

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